sexta-feira, 24 de abril de 2026

O baile da Dª Ester



 No Baile da D. Ester

Feito a semana passada
Foram dar com o Chaufer
A dançar com a criada
Dizia-lhe ela baixinho
Na prise és bestial

Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal
Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal

Chegou a altura da Valsa
E exibiu-se o Osório
De repente cai-lhe a calça
Rebentou-lhe o suspensório
Aflito com a mão na cinta
Perante a risada geral

Eram p'rai sete e pico
Oito e coisa nove e tal
Eram p'rai sete e pico
Oito e coisa nove e tal

A D. Inês sequiosa
Não resistiu ao Wiski
E pra se tornar famosa
Quis ir dançar o twist
Ao dar um jeito partiu-se
A cluna vertebral

Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal
Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal

O D. José de Vicente
Que é de S. Pedro da Cova
Pra mostrar que ainda é valente
Foi dançar a Bossa nova
Escorregou no soalho
Caiu, foi pro hospital

Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal
Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal

Quando o serviço abundante
No baile se iniciou
O D. Grilo num instante
A alface devorou
Diz-lhe a Locas ao ouvido
Pareces um animal

Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal
Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal

Faltou a luz e gerou-se
A confusão natural
E a Locas encontrou-se
Nos braços do Amaral
Logo esta grita aflita
Acendam o castiçal!

Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal
Eram pr'aí sete e pico
Oito e coisa nove e tal

Mulher gorda


Intro]

Cm G G Cm

[Verse 1]

Cm G

A mulher gorda, para mim não me convém,

G Cm

Eu não quero andar na rua com as banhas de ninguém.

Cm G

A mulher magra, para mim não me convém,

G Cm

Eu não quero andar na rua com o esqueleto de ninguém.

[Chorus]

Fm Cm

Ai, ai, ai, ai, eu gosto dessa mulher,

G Cm

Quero tê-, ai, ala ao pé de mim, beijá-la quando quiser.

Fm Cm

Ai, ai, ai, ai, eu gosto dessa mulher,

G Cm

Quero tê-la ao pé de mim, beijá-la quando quiser.

[Verse 2]

Cm G

A mulher alta, para mim não me convém,

G Cm

Eu não quero andar na rua com o escadote de ninguém.

Cm G

A mulher baixa, para mim não me convém,

G Cm

Eu não quero andar na rua com a muleta de ninguém.

[Chorus]

Fm Cm

Ai, ai, ai, ai, eu gosto dessa mulher,

G Cm

Quero tê-, ai, ala ao pé de mim, beijá-la quando quiser.

Fm Cm

Ai, ai, ai, ai, eu gosto dessa mulher,

G Cm

Quero tê-la ao pé de mim, beijá-la quando quiser.[Verse 3]

Cm G

A mulher alta, para mim não me convém,

G Cm

Eu não quero andar na rua com o escadote de ninguém.

Cm G

A mulher baixa, para mim não me convém,

G Cm

Eu não quero andar na rua com a muleta de ninguém.

[Outro]

Fm Cm

Ai, ai, ai, ai, eu gosto dessa mulher,

G Cm

Quero tê-, ai, ala ao pé de mim, beijá-la quando quiser.

Fm Cm

Ai, ai, ai, ai, eu gosto dessa mulher,

G Cm

Quero tê-la ao pé de mim, beijá-la quando quiser.

Eu ouvi o passarinho

Tom: C

C                G
Alentejo quando canta
                  C
 Peito dado à solidão
               G
Traz alma na garganta
                  C
E o sonho no coração

C                G
Eu ouvi o passarinho
                  C
Ás quatro da madrugada
                   G
Cantando lindas cantigas
                   C
À porta da sua amada

  C                   G
Por ouvir cantar tão bem
                C
A sua amada chorou
                   G
Às quatro da madrugada
                 C
O Passarinho cantou

C                G
Alentejo terra rasa
                 C
Toda coberta de pão
                 G
As suas espigas doiradas
                 C
Lembram mãos em oração

[Final] C  G  C

Tia Anica

Tia Anica, tia Anica
Tia Anica de Loulé
A quem deixaria ela
A caixinha do  rapé?

Tia Anica, tia Anica
Tia Anica de Loulé
A quem deixaria ela
A caixinha do  rapé?

Olé, olá
Esta vida não está má
Olá, olé
Tia Anica de Loulé

Tia Anica, tia Anica
Tia Anica da Fuseta
A quem deixaria ela
A barra da saia preta?

Olé, olá
Esta vida não está má
Olá, olé
Tia Anica de Loulé

Tia Anica, tia Anica
Tia Anica de Alportel
A quem deixaria ela
A barra do seu mantel?

Olé, olá
Esta vida não está má
Olá, olé
Tia Anica de Loulé

La cumparsita

 Tom: Gm


D7 Gm

si supieras que aún dentro de mi alma

D7 Gm F#° D7 Gm

conservo aquel cariño que tuve para ti

Cm

quien sabe si supieras

Gm

que nunca te he olvidado

D7

volviendo a tu pasado

Gm

te acordarás de mí.

Gm

los amigos ya no vienen

D7

ni siquiera a visitarme

Cm

nadie quiere consolarme

D7 Gm

en mi aflicción.

Gm

desde el da que te fuiste

Cm

siento angustias en mi pecho,

Gm

decí percanta: ¿qué has hecho

D7 Gm

de mi pobre corazon?

Cm

al cotorro abandonado.

Gm

ya ni el sol de la mañanaCm

asoma por la ventana,

Gm

como cuando estabas vos

D7

y aquel perrito compañero.

Gm

que por tu ausencia no comía

D7

al verme solo, el otro día

Gm

también me dejó.

D7

si supieras... ... 

Red River Valley

Tom: D



D A D

From this valley they say you are going

A

We shall miss your bright eyes and sweet smile

D G

For you take with you all of the sunshine

A D

That has brightened our pathway awhile

Then come sit by my side if you love me

A

Do not hasten to bid me adieu

D G

Just remember the red river valley

A D

And the cowboy that's loved you so true

D A D

For a long time my darling I've waited

A

For the sweet word you never would say

D G

Now at last all my fond hopes have vanished

A D

For they say that you're going away

Pézinho da Vila

Pezinho da vila


Instrumental


Refrão

Ponha aqui o seu pezinho

Devagar devagarinho

Se vai à Ribeira Grande

Eu tenho uma carta escrita

Para ti, cara bonita

Não tenho por quem lh’a mande


Eu nasci à sexta-feira

Com barbas e cabeleira

Mais parecera um anti-Cristo

Que até o senhor padre cura

Que é um homem de sabedura

Nunca tal houvera visto


Eu fui a Vila Franca

Escanchado numa tranca

À morte de uma galinha

O que ela tinha no papo

Sete cães e um macaco

E um soldado da marinha


Refrão


Eu fui à Praia da Rocha

Sapato meia galocha

Ver se o mar estava manso

Encontrei lá uma garoupa

Toda embrulhada em roupa

A dormir no seu descanso


Eu fui de Lisboa a Sintra

A casa da tia Jacinta

P’ra me fazer uns calções

Mas a pobre criatura

Esqueceu-se da abertura

Para as minhas precisões


Refrão


Toda a moça que é bonita

Se ela chora, se ela grita

Nunca houvera de nascer

É como a maçã madura

Da quinta do padre cura

Todos lha querem comer


Eu fui casar às Capelas

Por ser fraco das canelas

Com uma mulher sem nariz

E esta gente das Fajãs

Já me deram os parabéns

Pelo casamento que eu fiz


Refrão


Instrumental


Ponha aqui o seu pezinho…

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Pica do 7

 Pica do 7

António Zambujo

Composição de: Miguel Araújo

Tom: A


[Intro] A A/E A A/E

A A/E A A/E

[Primeira Parte]

A A/E A

De manhã cedinho eu salto do ninho

A/Bb Bm F#7

E vou pra paragem

Bm E A

De bandolete à espera do 7 mas não pela viagem

F#7

Eu bem que não queria

Bm F#7 Dm

Mas um certo dia eu vi-o passar

A E

E o meu peito cético, por um pica de elétrico

A C#m5+ A

Voltou a sonhar


A

A cada repique, que soa do clique

A#º Bm F#7 Bm

Daquele alicate

E

Num modo frenético

A

O peito cético toca a rebate

F#

Se o trem descarrila o povo refila

Bm F#7 Dm

E eu fico num sino

A E

Pois um mero trajeto no meu caso concretoA

É já o destino



[Refrão]

C#

Ninguém acredita no estado em que fica

F#m

O meu coração

E

Quando o 7 me apanha

A

Até acho que a senha me salta da mão

D Dm A F#

Pois na carreira desta vida vã

Bm E A

Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá

[Segunda Parte]

A Bm F#7 Bm

Que triste fadário e que itinerário tão infeliz

E

Cruzar meu horário

A

Com o dum funcionário de um trem da carris

F#

Se eu lhe perguntasse

Bm F#7 Dm

Se tem livre passe pró peito de alguém

A

Vá-se lá saber

E A

Talvez eu lhe oblitere o peito também

[Refrão]

C#

Ninguém acredita no estado em que fica

F#m

O meu coração

E

Quando o 7 me apanhaA

Até acho que a senha me salta da mão

D Dm A F#

Pois na carreira desta vida vã

Bm E A

Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá

( A A/E A A/Bb Bm F#7 Bm )

( E A )

( F# Bm F#7 Dm )

( A E A C#m5+ A )

[Refrão]

C#

Ninguém acredita no estado em que fica

F#m

O meu coração

E

Quando o 7 me apanha

A

Até acho que a senha me salta da mão

D Dm A F#

Pois na carreira desta vida vã

Bm E A

Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá

Bm E A

Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá